sábado, 24 de maio de 2014

Improvisação, improvisação, improvisação, superação

"The objectives of improvisation in dance are manifold: to explore new ways of moving, to create movement material, or to explore variations of existing parts of a dance work. We must distinguish between objectives related to the production and performance of a new dance work, and to other, less product-oriented goals. The latter includes identifying idiosyncratic patterns and habits, breaking them and moving in different, surprising ways.

The process of communicating an improvisational task to the dancer is crucial for “translation” by him/her, meaning that this instruction or information 
needs to be integrated in the particular system, or form of dance. In other words, creative strategies for improvisation can work in different dance techniques, styles and systems, if they are carefully adapted and transmitted clearly. Over the years I have developed a system of fiveve categories of 
resources for improvisation:

1. Physical form/sensorial system. Exploration of our individual physical characteristics and possibilities fall into this category.

2. Perception. All kind of external information that we receive through our sense organs serves as stimuli for this system is based on the Buddhist concept of the “five components”, which represent the constituent elements 
of the individual being. For example music, visuals, or a specific site 
often can provide the desired kind of stimuli.

3. Conception. The third category focuses on exploring the creation and use of mental images and concepts based on what has been perceived.

4. Volition. That what motivates action; the will to act on the conception is thecentral aspect of experimentation in this category. In other words, which 
mental images and concepts can trigger movement responses, and which 
don’t?

5. Consciousness. In this category the improviser works on being conscious of 
the improvisational process itself and makes informed choices and decisions."

(Jürgens, S (s/d). Using new media technologies in dance improvisation clases)


Estes aspetos mencionados Jürgens foram trabalhados e desenvolvidos ao longo desta disciplina e, pouco a pouco, foi caindo o muro e a carga pesada da palavra improvisação. Na verdade trata-se de enfrentar as dificuldades, estar disponível para ir mais além e recorrer a técnicas muitas vezes bastante simples que nos orientam neste mundo que é a i-m-p-r-o-v-i-s-a-ç-ã-o



Retirada de http://data3.whicdn.com/images/119356368/large.jpg

Follow your dreams and keep dancing!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Caoticamente feliz

Neste processo de criação de "Caos", até a meteorologia por vezes foi obstáculo. Penso que o mais difícil foi a fase de "arranque" até à consecução do guião do trabalho, na altura de decisão concreta sobre o tema e principalmente de que forma o íamos trabalhar; haviam algumas ideias e opiniões distintas e, como em quase todos os contextos, foi necessário tempo e negociação até chegarmos a um consenso. Penso que o planeamento do trabalho (em conjunto com o guião) foi um fator chave no sucesso da construção da obra, bem como a divisão do grupo em subgrupos, o que permitiu uma melhor cooperação entre os elementos de cada subgrupo e uma grande optimização temporal já que, como o Luís bem mencionou, "é impossível ter 20 coreógrafos para 20 bailarinos".
Na construção do trabalho procurámos seguir os objetivos inicialmente propostos, respeitando o guião e efetuando as necessárias adaptações, tendo também sempre em mente todo o trabalho que foi desenvolvido na disciplina tanto com a professora Maria João como com a professora Teresa Simas, incorporando as experiências e aprendizagens dos nossos anos de licenciatura. Penso que o trabalho foi progressivamente crescendo, foram aparecendo sugestões de melhoria intergrupos de forma ao todo não ser somente a soma das partes mas sem dúvida que o melhor feedback que tivemos foi a filmagem de um dos ensaios finais, que nos permitiu ver de fora a dinâmica e resultado da globalidade do trabalho. Penso que o maior salto se deu desde a visualização do vídeo até à apresentação, que foi sem qualquer dúvida o melhor momento do trabalho; ainda assim concordo que poderia ter havido um maior desenvolvimento no sentido do aprofundamento de algumas das nossas ideias e temáticas. É evidente que houveram algumas fases de conflito que fazem parte de qualquer grupo quando procura chegar a um objetivo, mas penso que de forma geral conseguimos ultrapassar as dificuldades e chegar a algo bastante positivo.
Colaborei sempre ativamente nas tarefas do meu subgrupo e procurei dar sugestões aquando da junção do trabalho dos subgrupos, ficando por vezes de fora para observar o resultado do ponto de vista do espetador; por vezes não consegui ser tão pontual como gostaria. Avalio qualitativamente a minha prestação como Boa.


Chegamos assim a um final caoticamente feliz

segunda-feira, 31 de março de 2014

Estação Terminal

Caricaturas, interpretação, suporte.

O fim da viagem, o início de tantas outras. Aqui pudemos voltar a trabalhar todas as temáticas anteriormente desenvolvidas, já com outra maturação das mesmas e com menos dificuldades e limitações. Limitação só mesmo a imposta pelos seguranças do metro no sentido de não podermos interagir com quem passava.. a interação tornou-se então mais forte entre nós, atingindo o clímax quando decidimos fechar os olhos trabalhando o contacto improvisação. Quem, na primeira aula diria que chegaríamos até aqui? :)



Imagens de autoria mjalves


A sentir-me realizada

sexta-feira, 28 de março de 2014

Contacto Improvisação 3 de 3 com Teresa Simas

O culminar.


Ao longo destas duas semanas tivemos como missão escolher um objeto, pensando na razão da sua escolha e do seu significado e nalgum tipo de movimento de pudéssemos associar ao mesmo. Escolhi uma escova de cabelo pela sua forma diferente, lisa e ondulada de um lado e rugosa e nivelada do outro; isto para simbolizar os opostos, as possibilidades dos mesmos e a sua complementaridade, procurando transmitir isso nos movimentos que encontrei. Surgiram na turma produções muito variadas e criativas, sendo que na maioria dos casos se identificava facilmente a relação movimento-objeto.
Para finalizar, revimos as temáticas trabalhadas nas duas aulas anteriores, em forma de consolidação. O contacto improvisação é uma técnica que requereria muitas mais horas de trabalho para que nos sentíssemos minimamente confortáveis, mas nestas três aulas foi possível desenvolver algumas bases que com certeza serão futuramente úteis.


A sentir-me objetal

segunda-feira, 24 de março de 2014

Palcos

Personagens, performance, complementaridade

Fundação Calouste Gulbenkian. Jardim. Obedecer ou contrariar as indicações - andar, correr, saltar, tocar, rodar. Um anfiteatro com quatro facetas: movimentos rápidos e repetitivos, movimentos do quotidiano, movimentos lentos, e movimentos segundo a nossa imaginação (gostei muito desta experiência de plasticidade mo movimento conforme a localização espacial em que nos encontrávamos, bem como a existência de um "palco real" situado naquele óptimo envolvimento que ainda permitia a interação com animais - os patos). Num outro local mais à frente criámos uma sequência através de trabalho contributivo, cada um teve de executar um movimento que fosse seguimento do movimento inventado pelo colega que se situava à sua frente na fila; após a formação da sequência a professora forneceu-nos diversos estímulos e que cada um realizava a sequência por si mesmo, utilizando diferentes velocidades, orientações espaciais e interações. Todas estas vivências de grupo e exploração conjunta de espaços exteriores contribuem para o desenvolvimento dos nossos laços afetivos :)


Imagens de autoria mjalves



A sentir-se verde

sexta-feira, 21 de março de 2014

Contacto Improvisação 2 de 3 com Teresa Simas

Ritmo. Espaço. Atenção ao outro. Construção. Complementaridade. Ligação.

Começámos por realizar um breve aquecimento que, como de costume, foi de encontro ao trabalhado posteriormente.
Pegando na ideia de percursos da aula anterior, tínhamos de entrar no espaço e colocarmos-nos, com a condicionante de termos de preencher o espaço bem como todas as frentes do estúdio. Assim, era fulcral a atenção ao outro e o sentir do grupo (como defende Jobin). A partir daí, teríamos de nos começar a deslocar primeiramente com um ritmo lento e depois a diferentes ritmos, criando uma dinâmica de grupo. Pudemos constatar como inconscientemente a música nos condiciona tanto visto que, primeiramente, ao estarmos sob acompanhamento sonoro de uma música lenta, a dinâmica de deslocamento de todos os elementos estava de acordo com a música. 
De seguida, o objetivo era explorar as diferentes componentes do ritmo (cadência, pausa) utilizando como base movimentos retos de "cortar o ar", muito próximas umas das outras, como que em massa mas sempre com deslocamento. Cada vez atingindo uma dinâmica mais inquieta, e chegando ao ponto de saturação, surgia um momento de imobilidade de todas, seguido de a criação de uma escultura de grupo, com utilizando diversas formas e níveis. Mais uma vez se torna muito importante a atenção ao outro, a ligação e a complementaridade.
Por último, foi-nos proposta a criação de cinco movimentos (A, B, C, D e E), para que os fizéssemos por ordem sequencial, depois por uma ordem aleatória escolhida pela professora e, por último, fazendo o inverso dessa mesma sequência. Seguidamente juntámos a nossa sequência com a de uma colega, reconstruíndo-a. Eu e o meu par optámos por utilizar diferentes frentes, dinâmicas e trabalhar em espelho. Gostei especialmente desta última tarefa, podendo a mesma ser visualizada aqui.


A sentir-me construtiva

terça-feira, 18 de março de 2014

Interação Tecnológica

Projeção, criação, união.


Foi tempo de explorar o ginásio C, mais conhecido como o ginásio do judo. A fase de aquecimento aproximou-nos uns dos outros através da oferta de abraços (que nestas alturas de maior stress reconfortam imenso!) sendo que, posteriormente, voltámos à temática da imagética através do imaginário de uma situação em que erámos constantemente obrigados a transpor objetos, de diferentes formas e a diversos níveis; no fim da atividade tivemos de rolar até encontrarmos alguém que seria o nosso par no resto da aula. Com o par, trabalhámos diferentes formas de equilíbrio e suporte/mudanças de peso, desde os níveis mais baixos até a níveis mais elevados - este tipo de exploração desenvolve uma grande proximidade e união com o par, pois acaba por criar uma simbiose para que possa ocorrer o equilíbrio. Para finalizar apresentámos o trabalho realizado utilizando como recurso o programa informático Isadora, que permite uma vasta aplicação de efeitos e filtros no movimento e sua projeção (com o auxílio do projetor). "Isadora allows to resize each part of the split screen horizontally and vertically, 
and to present it in 3D perspective. These possibilities are very interesting 
for stage designers, as constituent elements of a single video image can be 
independently adapted to and projected onto different scenic elements. Each 
part of the split screen had a different perspective and spatial depth, resembling the choreographic staging of the duets in Roseland.

The use of the term “technology” in combination with “improvisation” may 
sound provocative for those who see the arts and science as opposite and 
incompatible areas of human endeavour. But for others this combination 

expresses an interesting conceptual and collaborative approach to creation."
(Jürgens, S (s/d). Using new media technologies in dance improvisation clases)

Outros exemplos de softwares educativos/DVDs e projetos online são:
- "Improvisation Technologies" (William Forsythe)
- "Double Skin Double Mind" (Emio Greco/PC)
-  "Wild Child" (Bedford Interactive)
- "Waterfall" (Richard Lord)
- "Mouse. Dance" (Neil Zusman and Arthur Aviles)


A sentir-me interativa

segunda-feira, 17 de março de 2014

Sons que passam

Sirenes, dança, produção sonora.

Perto da praia da Cruz-Quebrada tivemos três estações: 
- A primeira, de aquecimento e interação (utilizando uma parede grafitada), com a tarefa de utilizar movimentos lentos como de passando de uma posição para outra. Foi explicita a concentração de cada um em si mesmo e da preocupação com a escuta e exploração do espaço (sentir e perceber as diferentes texturas da parede e possibilidades de movimento); ao longo do exercício os movimentos foram-se tornando um pouco mais diversificados, com algumas variações de nível (ainda que não muitas); é muito interessante o contraste do som emitido pela passagem do comboio com os nossos movimentos, já que nesta primeira passagem do comboio todos optámos por não reagir ao estímulo sonoro (o que não aconteceu em situações mais à frente).
- A segunda estação foi na ponte onde passa o comboio: foi visível em bastantes momentos uma certa "racionalização do movimento", como se estivéssemos a pensar "e o que faço a seguir?" talvez devido às caraterísticas do espaço, à sua altitude e pelo facto de não nos ser tão familiar. Enquanto uns buscavam o movimento no seu interior, outros procuravam interagir com o espaço e outros ainda interagiram com os colegas; existiram momentos de interessante relação som-movimento aquando a passagem do comboio; as dinâmicas de movimento não foram tão diversificadas como ocorreu noutras ocasiões. Penso que seria bastante interessante ter trabalhado mais vezes neste espaço e ver a evolução de exploração que sucederia.
- A terceira estação decorreu no areal, em que, a pares, um dos elementos teve de reagir aos estímulos sonoros proporcionados pelo outro.

Podem aqui ser consultados os vídeos recolhidos pela professora.


Imagens de autoria mjalves



A praia é sem dúvida um local inspirador!
A sentir-me revitalizada 


sexta-feira, 14 de março de 2014

Contacto Improvisação 1 de 3 com Teresa Simas

“Improvisation is the spontaneous invention of performance. It has a long 
theatre history, for example in commedia dell' arte, which has ben practised in Italy from about the mid-sixteenth century.” (Allain & Harvie, 2006, p.161). 

Saber que ia trabalhar a improvisação dita e assumida por si só "impõe respeito", acrescentando a adaptação a uma nova professora, sendo que nesta primeira aula senti-me um pouco a medo e de pé atrás.
Após uma breve contextualização teórica, no aquecimento explorámos diferentes velocidades e trajetórias de deslocamento; de seguida fizemos uma adaptação de jogos infantis como o "Sr. Doutor" para criar percursos (nunca me tinha ocorrido que podiam haver estratégias tão simples que proporcionassem a criação); seguiram-se atividades como a de a formação de uma massa em que quem estava no extremos improvisava sendo imitado pelo resto da massa (semelhante ao "triângulo de improvisação") e quando o líder mudava de direção, consequentemente mudava o líder da improvisação; manipulação a pares e depois em trios (não tive grande facilidade neste exercício no que diz respeito à modulação do estímulo que efetuava ou da resposta ao estímulo recebido); improvisação ao som de uma música com o objetivo de reagir às diferentes "camadas musicais" (uma das minhas temáticas preferidas) com uma esporádica introdução de um movimento como quebra. Posteriormente, realizámos todos os exercícios anteriormente trabalhados desta vez encadeados em sequência, sendo que no último exercício a música era diferente da qual utilizámos para trabalhar mas o objetivo era comportarmo-nos como se estivéssemos perante a música anterior. 
O trabalho desenvolvido hoje vai criar a base para progredirmos até ao contacto improvisação nas aulas seguintes.

Imagens de autoria mjalves



A sentir-me desafiada

terça-feira, 11 de março de 2014

Deslimitações

Sentidos, confiança, desorientação.



Reaprendizagem. Como assim sentirmo-nos perdidos num espaço tão conhecido? Mais uma vez o retirar da visão nos proporciona atenção a outro tipo de pormenores. A experiência de guiar alguém foi gratificante principalmente ao nível das suas reações a cada estímulo e interação com objetos e colegas, e o que ao início era um simples andar tímido pelo espaço no fim já constituía uma dança em cima de uma das mesas.. progressivamente espantoso. Quando passei para o outro papel, os aspetos que mais notei foram as diferentes texturas dos materiais do Ginásio B, diferentes intensidades de luz ao deslocar-me pelo ginásio, que originavam diferentes "sombras" e diferentes percepções dos sons e ruídos existentes.
Foram alvo de exploração estruturas como os espaldares, bolas de fitness, cadeiras, mesas, equipamentos de ginástica, cordas e tudo aquilo que a nossa imaginação construía pelo caminho.
Esta foi sem dúvida uma das minhas aulas de eleição.


Imagem de autoria mjalves


A sentir-me diferente

segunda-feira, 10 de março de 2014

Chiando

Energia, esculturas, cânon.

Um óptimo local para a aula seguinte à temática das rotinas: chiado às 9:30h, um local de privilegiado movimento, ora de turistas, ora de trabalhadores, ora de pessoas atrasadas para o trabalho. Cada um passa com a sua missão mas não deixa de reparar no grupo de estudantes que inicia a aula em roda com uma energia grupal canalizada exclusivamente no tacto (começando pelas mãos até envolver o corpo todo) - um desafio aos sentidos! Progressivamente, e após transmitir e receber energias, cada um seguiu o seu caminho, ora imitando os demais, ora moldando os colegas em esculturas que ganhavam a sua própria vida. O olhar curioso das pessoas e a tímida interação.

Trabalhámos o cânon na Praça Luís de Camões, tarefa nem sempre fácil pelo elevado número de elementos do grupo, sendo que esta tarefa teve um melhor resultado quando a realizámos posteriormente na Praça de São Luiz, dividindo a turma em dois grupos. Foi um pouco retomar a sensação que tive na primeira aula no primeiro contacto com a nossa oficina, embora já com uma outra bagagem que tornava tudo mais simples e melhor.


Imagens de autoria mjalves



A sentir-me plástica


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Rotinamente variável

Um local, doze rotinas.


Hoje fomos desafiados a transmitir a mais repetitiva das situações, a nossa rotina. A rotina está aliada à grande frequência, o que consequentemente significa automatização.. hoje foi dia de a contrariar com uma inevitável reflexão. Tal como o ritmo motor próprio, cada um de nós tem o seu ritmo rotineiro próprio, o seu próprio tempo que dedica a cada tarefa; deparamo-nos com esta heterogeneidade quando temos de combinar a nossa sequência de rotina diária com a de um parceiro, sendo criada uma nova dinâmica. Mais uma vez, acrescentando um simples ingrediente como a reorientação espacial de um dos elementos obtemos uma sequência ainda mais interessante e criativa. Aqui podemos ver parte do processo criativo.


"As rotinas são fundamentais. O cérebro precisa de rotinas, quanto mais não seja para poder sair delas." (Moura, M., 2014)

A sentir-me desrotinada

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Em busca de faculdades

Desafio, adaptação, horizontes.

Dia de enfrentar o distante universo motricitário, baseando a exploração nos jogos de movimento realizados na aula anterior o CCB. Intervenção esta que foi melhor recebida por parte de professores que de colegas, como foi o caso de um professor que tinha a porta da sua sala aberta e com a qual interagimos através de diversos tipos de deslocamento em frente à entrada da mesma; um outro professor foi alvo de multiplicação e prontamente se mostrou disponível na interação. Já noutros espaços como o bar, o espectro de interações foi bastante variado, sendo que houveram situações muito criativas principalmente junto de pessoas que nos conheciam nem que fosse de vista, e se mostravam interessadas e disponíveis no trabalho de situações como as de passar de objetos concretos para o domínio mais abstrato, até situações um pouco menos felizes como a necessidade de afirmação perante os outros quando eram alvo de imitação de movimento por algum de nós. Penso que este tipo de trabalho não é muito fácil de ser entendido e bem recebido junto dos nossos colegas de outros cursos, muitas vezes pela sua negação na abertura do horizonte, o que demonstra a grande importância de mais intervenções deste tipo para uma maior aproximação e sincronia, que pode originar produtos bastante interessantes do ponto de vista criativo e da exploração de novas e diferentes ideias, provenientes de pontos de vista diferentes.


Imagem de autoria mjalves


A sentir-me reflexiva

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Todo o terreno - Centro Cultural de Belém

Viagem, quotidiano, interação, questionamento corporal do espaço.

A nossa primeira oficina ambulante! Um novo espaço, novos estímulos, sons, texturas, ritmos. Foi uma experiência muito positiva pois agrada-me bastante trabalhar no exterior; foi a oportunidade de explorar de uma forma diferente um espaço que costumamos apenas explorar a nível visual e auditivo.. mas há tanto que passa tão mais perto quando falamos de contato! Foi tempo de movimentos lentos e amplos, de interação grupal e com as pessoas que passavam (e de imitação das mesmas), de comunicação não verbal partindo dos movimentos literais até aos mais abstratos, de diferentes dinâmicas de deslocamento e movimento. 
Gosto da orientação de tarefa com possível saída da mesma quando sentirmos que faz sentido, e ainda mais da sensação de liberdade de poder explorar livremente liberta.


Imagens de autoria mjalves


A sentir-me exploradora

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Metamorfose

Exploração, variação, imagética.

Um universo de possibilidades: variações de velocidade, apoio, níveis. Como nos deslocamos a descer escadas? E a andar de transportes públicos? O transportar do corpo pela imagética. As dezenas variações de deslocamentos, voltas, equilíbrios e quedas; a exploração destas ações até à estabilização de uma sequência que contivesse cada uma das ações motoras mencionadas. Depois da apresentação da sequência em grupos, foi imposta uma condicionante que só os interpretes sabiam (subir uma montanha, estar na selva ou num poço de lama). As diferenças no movimento foram em muitos casos abismais, sendo que com a condicionante a maioria das sequência se tornou bastante mais dinâmica, com maior amplitude de movimentos, maior expressão da intenção (evidente em aspetos tão simples como o olhar) e despertava/prendia bastante mais a atenção do espetador.
Muito interessante a progressão do processo criativo a ver que se podem obter coisas muito criativas a partir de ideias bastante simples, acrescentando apenas um ingrediente.

Retirado de http://data2.whicdn.com/images/119326291/large.jpg


A sentir-me criativa

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Conversas de uma só palavra

Sentir o grupo, o par, a forma da palavra, sentir.

Nós e o espaço, deslocar o mais longe possível de todos, deslocar o mais próximo de todos em contato, novamente conexões sentíveis mas não visíveis.

Uma palavra, um diálogo, a exploração de um universo de possibilidades. A força da comunicação não verbal.. digo, existia uma palavra, mas não passava de um conjunto de letras articuladas entre si, já que tudo partia da intenção que lhe dávamos e da linguagem corporal que transmitíamos. Foi bastante interessante ver as diferentes dinâmicas que cada par possuía, de caráter mais conflituoso ou mais afetivo, mais subordinado ou simplesmente neutro; o meu diálogo com a Maria traduziu-se numa defesa de pontos de vista que culminou com o estado consensual (engraçado como reflete bastante a nossa dinâmica relacional!). De salientar que me foi bastante difícil explorar este exercício com todo o ruído produzido por todos os pares em simultâneo.
Posteriormente a conversação entre os pares passou para o domínio motor, sendo que naturalmente com o passar do tempo se tornou num diálogo grupal, que nos criou novos problemas e abriu novas possibilidades que restauraram a dinâmica que se foi perdendo ao longo do exercício, devido à sua extensão e a não tão grande disponibilidade individual - talvez por este ser uma exercício que já tínhamos realizado algumas vezes noutras disciplinas anteriores.

Understand to reply?
Retirado de http://data3.whicdn.com/images/114703629/large.png


A sentir-me com um misto de sensações

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Conexões sentíveis

Iguais, diferentes, ligações, jogos de movimento.

Seguimos com a ideia "eu e os outros". E se me pedissem para imitar o andar de alguém com quem convivo diariamente há 3 anos? À partida parece um pré-requisito nesta altura, mas a verdade é que talvez fosse mais fácil imitar o movimento dançado dessas mesmas pessoas. Algo tão simples como o andar.. a prova de o que mais está perto de nós tantas vezes nos passa despercebido.
O desafio de coordenar o andar com um par, e com o grupo; a ligação que se estabelece ao termos de coordenar o movimento com condicionantes (mobilização de um segmento em específico em simultâneo com a marcha) - o eu passa a nós e a conexão sentível é inegável. Conexão que se tornou mais visível quando tivemos como tarefa abraçar a pessoa com quem nos cruzávamos e sentir as partes do corpo que se encontravam em contacto: uma sensação reconfortantemente inexplicável.

Todo este trabalho culminou no chamado triângulo de movimento. Os momentos que gosto mais de fazer são amplos, com alguma variação de dinâmica e principalmente com movimentos que vão buscar as partes menos óbvias da música, sim aquelas que estão mesmo lá ao fuuuuuundo! Para mim os movimentos realizados no chão são bastante agradáveis de explorar, embora neste contexto se torne difícil por questões espaciais e de visualização por parte do corpo do triângulo.


Retirado de http://www.senado.gov.br/noticias/radio/scripts/GetImagemPrograma.asp?COD_PROGRAMA=3



A sentir-me a adorar a ideia de substituição da improvização por jogos de movimento

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A nossa oficina - Dançamos o que sentimos

Depois da apresentação da disciplina bem como das temáticas a abordar e das tarefas a realizar, dia 10, hoje foi para alguns de nós o primeiro contato com a nossa oficina.

Suspense, mistério, imaginário.

Entrar no estúdio e ser imitada, ser o modelo, o comando.. e agora? este sentimento de "posse" é em primeira instância assustador; mas depressa passa a ser encarado como um desafio, uma sensação de liberdade de exploração de movimento. A primeira reação de não saber o que fazer.. até que decidi ver até onde a música me levava.. até que percebi que os meus movimentos eram nada mais que a transmissão daquilo que eu estava a sentir: timidez da observação; não eram movimentos tímidos, pouco amplos ou com medo de se afirmarem, mas sim movimentos que remetiam para esta minha caraterística e sentimento. Mas depressa passei ao aproveitar do momento, ao explorar de ideias e movimentos.. A música continua e não sabemos quando vai parar e o que vai acontecer! Com o passar do tempo começa recomeça a autoanálise e a racionalidade, aspetos que tentei contrariar com a reutilização de ideias anteriores. Esta foi sem duvida uma aula marcante e os três aspetos que considero mais interessantes foram a reação de cada pessoa que entrava no estúdio quando se apercebia que os restantes eram senão múltiplos dela, vivenciar os dois "papéis" (comando e comandado) e a forma como aquilo que somos e sentimos se reflete no nosso movimento, principalmente em situações destas inesperadas!



Retirado de https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCXrSlkVbE2a3jstvkhSt7zLezj8Mflsgd-SE6bDd4ps0gTf4kMDgJUjRajrDjN2EapqHblDD75UVV0xtq_8rsziIrssEHveHuWYv9Ad9lGdlLHjcriGQ5LLuQfeNDYdLlJTh7qEOyLpJz/s1600/os-segredos-da-excelente-lideranca.jpg



A sentir-me entusiasmada