Seguimos com a ideia "eu e os outros". E se me pedissem para imitar o andar de alguém com quem convivo diariamente há 3 anos? À partida parece um pré-requisito nesta altura, mas a verdade é que talvez fosse mais fácil imitar o movimento dançado dessas mesmas pessoas. Algo tão simples como o andar.. a prova de o que mais está perto de nós tantas vezes nos passa despercebido.
O desafio de coordenar o andar com um par, e com o grupo; a ligação que se estabelece ao termos de coordenar o movimento com condicionantes (mobilização de um segmento em específico em simultâneo com a marcha) - o eu passa a nós e a conexão sentível é inegável. Conexão que se tornou mais visível quando tivemos como tarefa abraçar a pessoa com quem nos cruzávamos e sentir as partes do corpo que se encontravam em contacto: uma sensação reconfortantemente inexplicável.
Todo este trabalho culminou no chamado triângulo de movimento. Os momentos que gosto mais de fazer são amplos, com alguma variação de dinâmica e principalmente com movimentos que vão buscar as partes menos óbvias da música, sim aquelas que estão mesmo lá ao fuuuuuundo! Para mim os movimentos realizados no chão são bastante agradáveis de explorar, embora neste contexto se torne difícil por questões espaciais e de visualização por parte do corpo do triângulo.
| Retirado de http://www.senado.gov.br/noticias/radio/scripts/GetImagemPrograma.asp?COD_PROGRAMA=3 |
A sentir-me a adorar a ideia de substituição da improvização por jogos de movimento
Sem comentários:
Enviar um comentário