sábado, 24 de maio de 2014

Improvisação, improvisação, improvisação, superação

"The objectives of improvisation in dance are manifold: to explore new ways of moving, to create movement material, or to explore variations of existing parts of a dance work. We must distinguish between objectives related to the production and performance of a new dance work, and to other, less product-oriented goals. The latter includes identifying idiosyncratic patterns and habits, breaking them and moving in different, surprising ways.

The process of communicating an improvisational task to the dancer is crucial for “translation” by him/her, meaning that this instruction or information 
needs to be integrated in the particular system, or form of dance. In other words, creative strategies for improvisation can work in different dance techniques, styles and systems, if they are carefully adapted and transmitted clearly. Over the years I have developed a system of fiveve categories of 
resources for improvisation:

1. Physical form/sensorial system. Exploration of our individual physical characteristics and possibilities fall into this category.

2. Perception. All kind of external information that we receive through our sense organs serves as stimuli for this system is based on the Buddhist concept of the “five components”, which represent the constituent elements 
of the individual being. For example music, visuals, or a specific site 
often can provide the desired kind of stimuli.

3. Conception. The third category focuses on exploring the creation and use of mental images and concepts based on what has been perceived.

4. Volition. That what motivates action; the will to act on the conception is thecentral aspect of experimentation in this category. In other words, which 
mental images and concepts can trigger movement responses, and which 
don’t?

5. Consciousness. In this category the improviser works on being conscious of 
the improvisational process itself and makes informed choices and decisions."

(Jürgens, S (s/d). Using new media technologies in dance improvisation clases)


Estes aspetos mencionados Jürgens foram trabalhados e desenvolvidos ao longo desta disciplina e, pouco a pouco, foi caindo o muro e a carga pesada da palavra improvisação. Na verdade trata-se de enfrentar as dificuldades, estar disponível para ir mais além e recorrer a técnicas muitas vezes bastante simples que nos orientam neste mundo que é a i-m-p-r-o-v-i-s-a-ç-ã-o



Retirada de http://data3.whicdn.com/images/119356368/large.jpg

Follow your dreams and keep dancing!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Caoticamente feliz

Neste processo de criação de "Caos", até a meteorologia por vezes foi obstáculo. Penso que o mais difícil foi a fase de "arranque" até à consecução do guião do trabalho, na altura de decisão concreta sobre o tema e principalmente de que forma o íamos trabalhar; haviam algumas ideias e opiniões distintas e, como em quase todos os contextos, foi necessário tempo e negociação até chegarmos a um consenso. Penso que o planeamento do trabalho (em conjunto com o guião) foi um fator chave no sucesso da construção da obra, bem como a divisão do grupo em subgrupos, o que permitiu uma melhor cooperação entre os elementos de cada subgrupo e uma grande optimização temporal já que, como o Luís bem mencionou, "é impossível ter 20 coreógrafos para 20 bailarinos".
Na construção do trabalho procurámos seguir os objetivos inicialmente propostos, respeitando o guião e efetuando as necessárias adaptações, tendo também sempre em mente todo o trabalho que foi desenvolvido na disciplina tanto com a professora Maria João como com a professora Teresa Simas, incorporando as experiências e aprendizagens dos nossos anos de licenciatura. Penso que o trabalho foi progressivamente crescendo, foram aparecendo sugestões de melhoria intergrupos de forma ao todo não ser somente a soma das partes mas sem dúvida que o melhor feedback que tivemos foi a filmagem de um dos ensaios finais, que nos permitiu ver de fora a dinâmica e resultado da globalidade do trabalho. Penso que o maior salto se deu desde a visualização do vídeo até à apresentação, que foi sem qualquer dúvida o melhor momento do trabalho; ainda assim concordo que poderia ter havido um maior desenvolvimento no sentido do aprofundamento de algumas das nossas ideias e temáticas. É evidente que houveram algumas fases de conflito que fazem parte de qualquer grupo quando procura chegar a um objetivo, mas penso que de forma geral conseguimos ultrapassar as dificuldades e chegar a algo bastante positivo.
Colaborei sempre ativamente nas tarefas do meu subgrupo e procurei dar sugestões aquando da junção do trabalho dos subgrupos, ficando por vezes de fora para observar o resultado do ponto de vista do espetador; por vezes não consegui ser tão pontual como gostaria. Avalio qualitativamente a minha prestação como Boa.


Chegamos assim a um final caoticamente feliz

segunda-feira, 31 de março de 2014

Estação Terminal

Caricaturas, interpretação, suporte.

O fim da viagem, o início de tantas outras. Aqui pudemos voltar a trabalhar todas as temáticas anteriormente desenvolvidas, já com outra maturação das mesmas e com menos dificuldades e limitações. Limitação só mesmo a imposta pelos seguranças do metro no sentido de não podermos interagir com quem passava.. a interação tornou-se então mais forte entre nós, atingindo o clímax quando decidimos fechar os olhos trabalhando o contacto improvisação. Quem, na primeira aula diria que chegaríamos até aqui? :)



Imagens de autoria mjalves


A sentir-me realizada

sexta-feira, 28 de março de 2014

Contacto Improvisação 3 de 3 com Teresa Simas

O culminar.


Ao longo destas duas semanas tivemos como missão escolher um objeto, pensando na razão da sua escolha e do seu significado e nalgum tipo de movimento de pudéssemos associar ao mesmo. Escolhi uma escova de cabelo pela sua forma diferente, lisa e ondulada de um lado e rugosa e nivelada do outro; isto para simbolizar os opostos, as possibilidades dos mesmos e a sua complementaridade, procurando transmitir isso nos movimentos que encontrei. Surgiram na turma produções muito variadas e criativas, sendo que na maioria dos casos se identificava facilmente a relação movimento-objeto.
Para finalizar, revimos as temáticas trabalhadas nas duas aulas anteriores, em forma de consolidação. O contacto improvisação é uma técnica que requereria muitas mais horas de trabalho para que nos sentíssemos minimamente confortáveis, mas nestas três aulas foi possível desenvolver algumas bases que com certeza serão futuramente úteis.


A sentir-me objetal

segunda-feira, 24 de março de 2014

Palcos

Personagens, performance, complementaridade

Fundação Calouste Gulbenkian. Jardim. Obedecer ou contrariar as indicações - andar, correr, saltar, tocar, rodar. Um anfiteatro com quatro facetas: movimentos rápidos e repetitivos, movimentos do quotidiano, movimentos lentos, e movimentos segundo a nossa imaginação (gostei muito desta experiência de plasticidade mo movimento conforme a localização espacial em que nos encontrávamos, bem como a existência de um "palco real" situado naquele óptimo envolvimento que ainda permitia a interação com animais - os patos). Num outro local mais à frente criámos uma sequência através de trabalho contributivo, cada um teve de executar um movimento que fosse seguimento do movimento inventado pelo colega que se situava à sua frente na fila; após a formação da sequência a professora forneceu-nos diversos estímulos e que cada um realizava a sequência por si mesmo, utilizando diferentes velocidades, orientações espaciais e interações. Todas estas vivências de grupo e exploração conjunta de espaços exteriores contribuem para o desenvolvimento dos nossos laços afetivos :)


Imagens de autoria mjalves



A sentir-se verde

sexta-feira, 21 de março de 2014

Contacto Improvisação 2 de 3 com Teresa Simas

Ritmo. Espaço. Atenção ao outro. Construção. Complementaridade. Ligação.

Começámos por realizar um breve aquecimento que, como de costume, foi de encontro ao trabalhado posteriormente.
Pegando na ideia de percursos da aula anterior, tínhamos de entrar no espaço e colocarmos-nos, com a condicionante de termos de preencher o espaço bem como todas as frentes do estúdio. Assim, era fulcral a atenção ao outro e o sentir do grupo (como defende Jobin). A partir daí, teríamos de nos começar a deslocar primeiramente com um ritmo lento e depois a diferentes ritmos, criando uma dinâmica de grupo. Pudemos constatar como inconscientemente a música nos condiciona tanto visto que, primeiramente, ao estarmos sob acompanhamento sonoro de uma música lenta, a dinâmica de deslocamento de todos os elementos estava de acordo com a música. 
De seguida, o objetivo era explorar as diferentes componentes do ritmo (cadência, pausa) utilizando como base movimentos retos de "cortar o ar", muito próximas umas das outras, como que em massa mas sempre com deslocamento. Cada vez atingindo uma dinâmica mais inquieta, e chegando ao ponto de saturação, surgia um momento de imobilidade de todas, seguido de a criação de uma escultura de grupo, com utilizando diversas formas e níveis. Mais uma vez se torna muito importante a atenção ao outro, a ligação e a complementaridade.
Por último, foi-nos proposta a criação de cinco movimentos (A, B, C, D e E), para que os fizéssemos por ordem sequencial, depois por uma ordem aleatória escolhida pela professora e, por último, fazendo o inverso dessa mesma sequência. Seguidamente juntámos a nossa sequência com a de uma colega, reconstruíndo-a. Eu e o meu par optámos por utilizar diferentes frentes, dinâmicas e trabalhar em espelho. Gostei especialmente desta última tarefa, podendo a mesma ser visualizada aqui.


A sentir-me construtiva

terça-feira, 18 de março de 2014

Interação Tecnológica

Projeção, criação, união.


Foi tempo de explorar o ginásio C, mais conhecido como o ginásio do judo. A fase de aquecimento aproximou-nos uns dos outros através da oferta de abraços (que nestas alturas de maior stress reconfortam imenso!) sendo que, posteriormente, voltámos à temática da imagética através do imaginário de uma situação em que erámos constantemente obrigados a transpor objetos, de diferentes formas e a diversos níveis; no fim da atividade tivemos de rolar até encontrarmos alguém que seria o nosso par no resto da aula. Com o par, trabalhámos diferentes formas de equilíbrio e suporte/mudanças de peso, desde os níveis mais baixos até a níveis mais elevados - este tipo de exploração desenvolve uma grande proximidade e união com o par, pois acaba por criar uma simbiose para que possa ocorrer o equilíbrio. Para finalizar apresentámos o trabalho realizado utilizando como recurso o programa informático Isadora, que permite uma vasta aplicação de efeitos e filtros no movimento e sua projeção (com o auxílio do projetor). "Isadora allows to resize each part of the split screen horizontally and vertically, 
and to present it in 3D perspective. These possibilities are very interesting 
for stage designers, as constituent elements of a single video image can be 
independently adapted to and projected onto different scenic elements. Each 
part of the split screen had a different perspective and spatial depth, resembling the choreographic staging of the duets in Roseland.

The use of the term “technology” in combination with “improvisation” may 
sound provocative for those who see the arts and science as opposite and 
incompatible areas of human endeavour. But for others this combination 

expresses an interesting conceptual and collaborative approach to creation."
(Jürgens, S (s/d). Using new media technologies in dance improvisation clases)

Outros exemplos de softwares educativos/DVDs e projetos online são:
- "Improvisation Technologies" (William Forsythe)
- "Double Skin Double Mind" (Emio Greco/PC)
-  "Wild Child" (Bedford Interactive)
- "Waterfall" (Richard Lord)
- "Mouse. Dance" (Neil Zusman and Arthur Aviles)


A sentir-me interativa