sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Rotinamente variável

Um local, doze rotinas.


Hoje fomos desafiados a transmitir a mais repetitiva das situações, a nossa rotina. A rotina está aliada à grande frequência, o que consequentemente significa automatização.. hoje foi dia de a contrariar com uma inevitável reflexão. Tal como o ritmo motor próprio, cada um de nós tem o seu ritmo rotineiro próprio, o seu próprio tempo que dedica a cada tarefa; deparamo-nos com esta heterogeneidade quando temos de combinar a nossa sequência de rotina diária com a de um parceiro, sendo criada uma nova dinâmica. Mais uma vez, acrescentando um simples ingrediente como a reorientação espacial de um dos elementos obtemos uma sequência ainda mais interessante e criativa. Aqui podemos ver parte do processo criativo.


"As rotinas são fundamentais. O cérebro precisa de rotinas, quanto mais não seja para poder sair delas." (Moura, M., 2014)

A sentir-me desrotinada

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Em busca de faculdades

Desafio, adaptação, horizontes.

Dia de enfrentar o distante universo motricitário, baseando a exploração nos jogos de movimento realizados na aula anterior o CCB. Intervenção esta que foi melhor recebida por parte de professores que de colegas, como foi o caso de um professor que tinha a porta da sua sala aberta e com a qual interagimos através de diversos tipos de deslocamento em frente à entrada da mesma; um outro professor foi alvo de multiplicação e prontamente se mostrou disponível na interação. Já noutros espaços como o bar, o espectro de interações foi bastante variado, sendo que houveram situações muito criativas principalmente junto de pessoas que nos conheciam nem que fosse de vista, e se mostravam interessadas e disponíveis no trabalho de situações como as de passar de objetos concretos para o domínio mais abstrato, até situações um pouco menos felizes como a necessidade de afirmação perante os outros quando eram alvo de imitação de movimento por algum de nós. Penso que este tipo de trabalho não é muito fácil de ser entendido e bem recebido junto dos nossos colegas de outros cursos, muitas vezes pela sua negação na abertura do horizonte, o que demonstra a grande importância de mais intervenções deste tipo para uma maior aproximação e sincronia, que pode originar produtos bastante interessantes do ponto de vista criativo e da exploração de novas e diferentes ideias, provenientes de pontos de vista diferentes.


Imagem de autoria mjalves


A sentir-me reflexiva

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Todo o terreno - Centro Cultural de Belém

Viagem, quotidiano, interação, questionamento corporal do espaço.

A nossa primeira oficina ambulante! Um novo espaço, novos estímulos, sons, texturas, ritmos. Foi uma experiência muito positiva pois agrada-me bastante trabalhar no exterior; foi a oportunidade de explorar de uma forma diferente um espaço que costumamos apenas explorar a nível visual e auditivo.. mas há tanto que passa tão mais perto quando falamos de contato! Foi tempo de movimentos lentos e amplos, de interação grupal e com as pessoas que passavam (e de imitação das mesmas), de comunicação não verbal partindo dos movimentos literais até aos mais abstratos, de diferentes dinâmicas de deslocamento e movimento. 
Gosto da orientação de tarefa com possível saída da mesma quando sentirmos que faz sentido, e ainda mais da sensação de liberdade de poder explorar livremente liberta.


Imagens de autoria mjalves


A sentir-me exploradora

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Metamorfose

Exploração, variação, imagética.

Um universo de possibilidades: variações de velocidade, apoio, níveis. Como nos deslocamos a descer escadas? E a andar de transportes públicos? O transportar do corpo pela imagética. As dezenas variações de deslocamentos, voltas, equilíbrios e quedas; a exploração destas ações até à estabilização de uma sequência que contivesse cada uma das ações motoras mencionadas. Depois da apresentação da sequência em grupos, foi imposta uma condicionante que só os interpretes sabiam (subir uma montanha, estar na selva ou num poço de lama). As diferenças no movimento foram em muitos casos abismais, sendo que com a condicionante a maioria das sequência se tornou bastante mais dinâmica, com maior amplitude de movimentos, maior expressão da intenção (evidente em aspetos tão simples como o olhar) e despertava/prendia bastante mais a atenção do espetador.
Muito interessante a progressão do processo criativo a ver que se podem obter coisas muito criativas a partir de ideias bastante simples, acrescentando apenas um ingrediente.

Retirado de http://data2.whicdn.com/images/119326291/large.jpg


A sentir-me criativa

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Conversas de uma só palavra

Sentir o grupo, o par, a forma da palavra, sentir.

Nós e o espaço, deslocar o mais longe possível de todos, deslocar o mais próximo de todos em contato, novamente conexões sentíveis mas não visíveis.

Uma palavra, um diálogo, a exploração de um universo de possibilidades. A força da comunicação não verbal.. digo, existia uma palavra, mas não passava de um conjunto de letras articuladas entre si, já que tudo partia da intenção que lhe dávamos e da linguagem corporal que transmitíamos. Foi bastante interessante ver as diferentes dinâmicas que cada par possuía, de caráter mais conflituoso ou mais afetivo, mais subordinado ou simplesmente neutro; o meu diálogo com a Maria traduziu-se numa defesa de pontos de vista que culminou com o estado consensual (engraçado como reflete bastante a nossa dinâmica relacional!). De salientar que me foi bastante difícil explorar este exercício com todo o ruído produzido por todos os pares em simultâneo.
Posteriormente a conversação entre os pares passou para o domínio motor, sendo que naturalmente com o passar do tempo se tornou num diálogo grupal, que nos criou novos problemas e abriu novas possibilidades que restauraram a dinâmica que se foi perdendo ao longo do exercício, devido à sua extensão e a não tão grande disponibilidade individual - talvez por este ser uma exercício que já tínhamos realizado algumas vezes noutras disciplinas anteriores.

Understand to reply?
Retirado de http://data3.whicdn.com/images/114703629/large.png


A sentir-me com um misto de sensações

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Conexões sentíveis

Iguais, diferentes, ligações, jogos de movimento.

Seguimos com a ideia "eu e os outros". E se me pedissem para imitar o andar de alguém com quem convivo diariamente há 3 anos? À partida parece um pré-requisito nesta altura, mas a verdade é que talvez fosse mais fácil imitar o movimento dançado dessas mesmas pessoas. Algo tão simples como o andar.. a prova de o que mais está perto de nós tantas vezes nos passa despercebido.
O desafio de coordenar o andar com um par, e com o grupo; a ligação que se estabelece ao termos de coordenar o movimento com condicionantes (mobilização de um segmento em específico em simultâneo com a marcha) - o eu passa a nós e a conexão sentível é inegável. Conexão que se tornou mais visível quando tivemos como tarefa abraçar a pessoa com quem nos cruzávamos e sentir as partes do corpo que se encontravam em contacto: uma sensação reconfortantemente inexplicável.

Todo este trabalho culminou no chamado triângulo de movimento. Os momentos que gosto mais de fazer são amplos, com alguma variação de dinâmica e principalmente com movimentos que vão buscar as partes menos óbvias da música, sim aquelas que estão mesmo lá ao fuuuuuundo! Para mim os movimentos realizados no chão são bastante agradáveis de explorar, embora neste contexto se torne difícil por questões espaciais e de visualização por parte do corpo do triângulo.


Retirado de http://www.senado.gov.br/noticias/radio/scripts/GetImagemPrograma.asp?COD_PROGRAMA=3



A sentir-me a adorar a ideia de substituição da improvização por jogos de movimento

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A nossa oficina - Dançamos o que sentimos

Depois da apresentação da disciplina bem como das temáticas a abordar e das tarefas a realizar, dia 10, hoje foi para alguns de nós o primeiro contato com a nossa oficina.

Suspense, mistério, imaginário.

Entrar no estúdio e ser imitada, ser o modelo, o comando.. e agora? este sentimento de "posse" é em primeira instância assustador; mas depressa passa a ser encarado como um desafio, uma sensação de liberdade de exploração de movimento. A primeira reação de não saber o que fazer.. até que decidi ver até onde a música me levava.. até que percebi que os meus movimentos eram nada mais que a transmissão daquilo que eu estava a sentir: timidez da observação; não eram movimentos tímidos, pouco amplos ou com medo de se afirmarem, mas sim movimentos que remetiam para esta minha caraterística e sentimento. Mas depressa passei ao aproveitar do momento, ao explorar de ideias e movimentos.. A música continua e não sabemos quando vai parar e o que vai acontecer! Com o passar do tempo começa recomeça a autoanálise e a racionalidade, aspetos que tentei contrariar com a reutilização de ideias anteriores. Esta foi sem duvida uma aula marcante e os três aspetos que considero mais interessantes foram a reação de cada pessoa que entrava no estúdio quando se apercebia que os restantes eram senão múltiplos dela, vivenciar os dois "papéis" (comando e comandado) e a forma como aquilo que somos e sentimos se reflete no nosso movimento, principalmente em situações destas inesperadas!



Retirado de https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCXrSlkVbE2a3jstvkhSt7zLezj8Mflsgd-SE6bDd4ps0gTf4kMDgJUjRajrDjN2EapqHblDD75UVV0xtq_8rsziIrssEHveHuWYv9Ad9lGdlLHjcriGQ5LLuQfeNDYdLlJTh7qEOyLpJz/s1600/os-segredos-da-excelente-lideranca.jpg



A sentir-me entusiasmada