segunda-feira, 31 de março de 2014

Estação Terminal

Caricaturas, interpretação, suporte.

O fim da viagem, o início de tantas outras. Aqui pudemos voltar a trabalhar todas as temáticas anteriormente desenvolvidas, já com outra maturação das mesmas e com menos dificuldades e limitações. Limitação só mesmo a imposta pelos seguranças do metro no sentido de não podermos interagir com quem passava.. a interação tornou-se então mais forte entre nós, atingindo o clímax quando decidimos fechar os olhos trabalhando o contacto improvisação. Quem, na primeira aula diria que chegaríamos até aqui? :)



Imagens de autoria mjalves


A sentir-me realizada

sexta-feira, 28 de março de 2014

Contacto Improvisação 3 de 3 com Teresa Simas

O culminar.


Ao longo destas duas semanas tivemos como missão escolher um objeto, pensando na razão da sua escolha e do seu significado e nalgum tipo de movimento de pudéssemos associar ao mesmo. Escolhi uma escova de cabelo pela sua forma diferente, lisa e ondulada de um lado e rugosa e nivelada do outro; isto para simbolizar os opostos, as possibilidades dos mesmos e a sua complementaridade, procurando transmitir isso nos movimentos que encontrei. Surgiram na turma produções muito variadas e criativas, sendo que na maioria dos casos se identificava facilmente a relação movimento-objeto.
Para finalizar, revimos as temáticas trabalhadas nas duas aulas anteriores, em forma de consolidação. O contacto improvisação é uma técnica que requereria muitas mais horas de trabalho para que nos sentíssemos minimamente confortáveis, mas nestas três aulas foi possível desenvolver algumas bases que com certeza serão futuramente úteis.


A sentir-me objetal

segunda-feira, 24 de março de 2014

Palcos

Personagens, performance, complementaridade

Fundação Calouste Gulbenkian. Jardim. Obedecer ou contrariar as indicações - andar, correr, saltar, tocar, rodar. Um anfiteatro com quatro facetas: movimentos rápidos e repetitivos, movimentos do quotidiano, movimentos lentos, e movimentos segundo a nossa imaginação (gostei muito desta experiência de plasticidade mo movimento conforme a localização espacial em que nos encontrávamos, bem como a existência de um "palco real" situado naquele óptimo envolvimento que ainda permitia a interação com animais - os patos). Num outro local mais à frente criámos uma sequência através de trabalho contributivo, cada um teve de executar um movimento que fosse seguimento do movimento inventado pelo colega que se situava à sua frente na fila; após a formação da sequência a professora forneceu-nos diversos estímulos e que cada um realizava a sequência por si mesmo, utilizando diferentes velocidades, orientações espaciais e interações. Todas estas vivências de grupo e exploração conjunta de espaços exteriores contribuem para o desenvolvimento dos nossos laços afetivos :)


Imagens de autoria mjalves



A sentir-se verde

sexta-feira, 21 de março de 2014

Contacto Improvisação 2 de 3 com Teresa Simas

Ritmo. Espaço. Atenção ao outro. Construção. Complementaridade. Ligação.

Começámos por realizar um breve aquecimento que, como de costume, foi de encontro ao trabalhado posteriormente.
Pegando na ideia de percursos da aula anterior, tínhamos de entrar no espaço e colocarmos-nos, com a condicionante de termos de preencher o espaço bem como todas as frentes do estúdio. Assim, era fulcral a atenção ao outro e o sentir do grupo (como defende Jobin). A partir daí, teríamos de nos começar a deslocar primeiramente com um ritmo lento e depois a diferentes ritmos, criando uma dinâmica de grupo. Pudemos constatar como inconscientemente a música nos condiciona tanto visto que, primeiramente, ao estarmos sob acompanhamento sonoro de uma música lenta, a dinâmica de deslocamento de todos os elementos estava de acordo com a música. 
De seguida, o objetivo era explorar as diferentes componentes do ritmo (cadência, pausa) utilizando como base movimentos retos de "cortar o ar", muito próximas umas das outras, como que em massa mas sempre com deslocamento. Cada vez atingindo uma dinâmica mais inquieta, e chegando ao ponto de saturação, surgia um momento de imobilidade de todas, seguido de a criação de uma escultura de grupo, com utilizando diversas formas e níveis. Mais uma vez se torna muito importante a atenção ao outro, a ligação e a complementaridade.
Por último, foi-nos proposta a criação de cinco movimentos (A, B, C, D e E), para que os fizéssemos por ordem sequencial, depois por uma ordem aleatória escolhida pela professora e, por último, fazendo o inverso dessa mesma sequência. Seguidamente juntámos a nossa sequência com a de uma colega, reconstruíndo-a. Eu e o meu par optámos por utilizar diferentes frentes, dinâmicas e trabalhar em espelho. Gostei especialmente desta última tarefa, podendo a mesma ser visualizada aqui.


A sentir-me construtiva

terça-feira, 18 de março de 2014

Interação Tecnológica

Projeção, criação, união.


Foi tempo de explorar o ginásio C, mais conhecido como o ginásio do judo. A fase de aquecimento aproximou-nos uns dos outros através da oferta de abraços (que nestas alturas de maior stress reconfortam imenso!) sendo que, posteriormente, voltámos à temática da imagética através do imaginário de uma situação em que erámos constantemente obrigados a transpor objetos, de diferentes formas e a diversos níveis; no fim da atividade tivemos de rolar até encontrarmos alguém que seria o nosso par no resto da aula. Com o par, trabalhámos diferentes formas de equilíbrio e suporte/mudanças de peso, desde os níveis mais baixos até a níveis mais elevados - este tipo de exploração desenvolve uma grande proximidade e união com o par, pois acaba por criar uma simbiose para que possa ocorrer o equilíbrio. Para finalizar apresentámos o trabalho realizado utilizando como recurso o programa informático Isadora, que permite uma vasta aplicação de efeitos e filtros no movimento e sua projeção (com o auxílio do projetor). "Isadora allows to resize each part of the split screen horizontally and vertically, 
and to present it in 3D perspective. These possibilities are very interesting 
for stage designers, as constituent elements of a single video image can be 
independently adapted to and projected onto different scenic elements. Each 
part of the split screen had a different perspective and spatial depth, resembling the choreographic staging of the duets in Roseland.

The use of the term “technology” in combination with “improvisation” may 
sound provocative for those who see the arts and science as opposite and 
incompatible areas of human endeavour. But for others this combination 

expresses an interesting conceptual and collaborative approach to creation."
(Jürgens, S (s/d). Using new media technologies in dance improvisation clases)

Outros exemplos de softwares educativos/DVDs e projetos online são:
- "Improvisation Technologies" (William Forsythe)
- "Double Skin Double Mind" (Emio Greco/PC)
-  "Wild Child" (Bedford Interactive)
- "Waterfall" (Richard Lord)
- "Mouse. Dance" (Neil Zusman and Arthur Aviles)


A sentir-me interativa

segunda-feira, 17 de março de 2014

Sons que passam

Sirenes, dança, produção sonora.

Perto da praia da Cruz-Quebrada tivemos três estações: 
- A primeira, de aquecimento e interação (utilizando uma parede grafitada), com a tarefa de utilizar movimentos lentos como de passando de uma posição para outra. Foi explicita a concentração de cada um em si mesmo e da preocupação com a escuta e exploração do espaço (sentir e perceber as diferentes texturas da parede e possibilidades de movimento); ao longo do exercício os movimentos foram-se tornando um pouco mais diversificados, com algumas variações de nível (ainda que não muitas); é muito interessante o contraste do som emitido pela passagem do comboio com os nossos movimentos, já que nesta primeira passagem do comboio todos optámos por não reagir ao estímulo sonoro (o que não aconteceu em situações mais à frente).
- A segunda estação foi na ponte onde passa o comboio: foi visível em bastantes momentos uma certa "racionalização do movimento", como se estivéssemos a pensar "e o que faço a seguir?" talvez devido às caraterísticas do espaço, à sua altitude e pelo facto de não nos ser tão familiar. Enquanto uns buscavam o movimento no seu interior, outros procuravam interagir com o espaço e outros ainda interagiram com os colegas; existiram momentos de interessante relação som-movimento aquando a passagem do comboio; as dinâmicas de movimento não foram tão diversificadas como ocorreu noutras ocasiões. Penso que seria bastante interessante ter trabalhado mais vezes neste espaço e ver a evolução de exploração que sucederia.
- A terceira estação decorreu no areal, em que, a pares, um dos elementos teve de reagir aos estímulos sonoros proporcionados pelo outro.

Podem aqui ser consultados os vídeos recolhidos pela professora.


Imagens de autoria mjalves



A praia é sem dúvida um local inspirador!
A sentir-me revitalizada 


sexta-feira, 14 de março de 2014

Contacto Improvisação 1 de 3 com Teresa Simas

“Improvisation is the spontaneous invention of performance. It has a long 
theatre history, for example in commedia dell' arte, which has ben practised in Italy from about the mid-sixteenth century.” (Allain & Harvie, 2006, p.161). 

Saber que ia trabalhar a improvisação dita e assumida por si só "impõe respeito", acrescentando a adaptação a uma nova professora, sendo que nesta primeira aula senti-me um pouco a medo e de pé atrás.
Após uma breve contextualização teórica, no aquecimento explorámos diferentes velocidades e trajetórias de deslocamento; de seguida fizemos uma adaptação de jogos infantis como o "Sr. Doutor" para criar percursos (nunca me tinha ocorrido que podiam haver estratégias tão simples que proporcionassem a criação); seguiram-se atividades como a de a formação de uma massa em que quem estava no extremos improvisava sendo imitado pelo resto da massa (semelhante ao "triângulo de improvisação") e quando o líder mudava de direção, consequentemente mudava o líder da improvisação; manipulação a pares e depois em trios (não tive grande facilidade neste exercício no que diz respeito à modulação do estímulo que efetuava ou da resposta ao estímulo recebido); improvisação ao som de uma música com o objetivo de reagir às diferentes "camadas musicais" (uma das minhas temáticas preferidas) com uma esporádica introdução de um movimento como quebra. Posteriormente, realizámos todos os exercícios anteriormente trabalhados desta vez encadeados em sequência, sendo que no último exercício a música era diferente da qual utilizámos para trabalhar mas o objetivo era comportarmo-nos como se estivéssemos perante a música anterior. 
O trabalho desenvolvido hoje vai criar a base para progredirmos até ao contacto improvisação nas aulas seguintes.

Imagens de autoria mjalves



A sentir-me desafiada

terça-feira, 11 de março de 2014

Deslimitações

Sentidos, confiança, desorientação.



Reaprendizagem. Como assim sentirmo-nos perdidos num espaço tão conhecido? Mais uma vez o retirar da visão nos proporciona atenção a outro tipo de pormenores. A experiência de guiar alguém foi gratificante principalmente ao nível das suas reações a cada estímulo e interação com objetos e colegas, e o que ao início era um simples andar tímido pelo espaço no fim já constituía uma dança em cima de uma das mesas.. progressivamente espantoso. Quando passei para o outro papel, os aspetos que mais notei foram as diferentes texturas dos materiais do Ginásio B, diferentes intensidades de luz ao deslocar-me pelo ginásio, que originavam diferentes "sombras" e diferentes percepções dos sons e ruídos existentes.
Foram alvo de exploração estruturas como os espaldares, bolas de fitness, cadeiras, mesas, equipamentos de ginástica, cordas e tudo aquilo que a nossa imaginação construía pelo caminho.
Esta foi sem dúvida uma das minhas aulas de eleição.


Imagem de autoria mjalves


A sentir-me diferente

segunda-feira, 10 de março de 2014

Chiando

Energia, esculturas, cânon.

Um óptimo local para a aula seguinte à temática das rotinas: chiado às 9:30h, um local de privilegiado movimento, ora de turistas, ora de trabalhadores, ora de pessoas atrasadas para o trabalho. Cada um passa com a sua missão mas não deixa de reparar no grupo de estudantes que inicia a aula em roda com uma energia grupal canalizada exclusivamente no tacto (começando pelas mãos até envolver o corpo todo) - um desafio aos sentidos! Progressivamente, e após transmitir e receber energias, cada um seguiu o seu caminho, ora imitando os demais, ora moldando os colegas em esculturas que ganhavam a sua própria vida. O olhar curioso das pessoas e a tímida interação.

Trabalhámos o cânon na Praça Luís de Camões, tarefa nem sempre fácil pelo elevado número de elementos do grupo, sendo que esta tarefa teve um melhor resultado quando a realizámos posteriormente na Praça de São Luiz, dividindo a turma em dois grupos. Foi um pouco retomar a sensação que tive na primeira aula no primeiro contacto com a nossa oficina, embora já com uma outra bagagem que tornava tudo mais simples e melhor.


Imagens de autoria mjalves



A sentir-me plástica