Ritmo. Espaço. Atenção ao outro. Construção. Complementaridade. Ligação.
Começámos por realizar um breve aquecimento que, como de costume, foi de encontro ao trabalhado posteriormente.
Pegando na ideia de percursos da aula anterior, tínhamos de entrar no espaço e colocarmos-nos, com a condicionante de termos de preencher o espaço bem como todas as frentes do estúdio. Assim, era fulcral a atenção ao outro e o sentir do grupo (como defende Jobin). A partir daí, teríamos de nos começar a deslocar primeiramente com um ritmo lento e depois a diferentes ritmos, criando uma dinâmica de grupo. Pudemos constatar como inconscientemente a música nos condiciona tanto visto que, primeiramente, ao estarmos sob acompanhamento sonoro de uma música lenta, a dinâmica de deslocamento de todos os elementos estava de acordo com a música.
De seguida, o objetivo era explorar as diferentes componentes do ritmo (cadência, pausa) utilizando como base movimentos retos de "cortar o ar", muito próximas umas das outras, como que em massa mas sempre com deslocamento. Cada vez atingindo uma dinâmica mais inquieta, e chegando ao ponto de saturação, surgia um momento de imobilidade de todas, seguido de a criação de uma escultura de grupo, com utilizando diversas formas e níveis. Mais uma vez se torna muito importante a atenção ao outro, a ligação e a complementaridade.
Por último, foi-nos proposta a criação de cinco movimentos (A, B, C, D e E), para que os fizéssemos por ordem sequencial, depois por uma ordem aleatória escolhida pela professora e, por último, fazendo o inverso dessa mesma sequência. Seguidamente juntámos a nossa sequência com a de uma colega, reconstruíndo-a. Eu e o meu par optámos por utilizar diferentes frentes, dinâmicas e trabalhar em espelho. Gostei especialmente desta última tarefa, podendo a mesma ser visualizada aqui.
A sentir-me construtiva